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A linguagem é a base das relações sociais. Todas as pessoas se comunicam por meio dela desde o início dos tempos.

Os gestos, desenhos e fala são exemplos de linguagem. E mesmo entre esses diferentes meios, ainda existem outras diferenças. Uma delas é a diferença entre linguagem culta e coloquial. A utilização correta depende do contexto social em que estamos inseridos no momento de emitir a mensagem.

Uma redação comum pode utilizar tanto a linguagem culta quanto a linguagem coloquial. Mas quando estamos realizando um teste, como o Enem, você sabe qual delas deve ser a escolhida?

Ou ainda, é possível combinar a linguagem culta e coloquial em uma mesma redação?

Para entender o que são e quando você deve utilizar a linguagem culta e coloquial, vamos mostrar a seguir alguns exemplos e também o que será avaliado na sua redação do Enem.

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  1. A diferença entre linguagem culta e coloquial
  2. Exemplos de linguagem culta e coloquial
  3. Qual tipo de linguagem deve ser usada na redação do Enem
  4. As 5 competências avaliadas na redação do Enem
  5. Como evitar a linguagem coloquial no seu texto

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A diferença entre linguagem culta e coloquial

A nossa língua é muito rica e se modifica constantemente. Isso faz com que tenhamos dois tipos de linguagem: culta e coloquial.

A linguagem culta, também chamada de linguagem ou língua formal, é aquela que segue à risca as normas e regras gramaticais e ortográficas. Ela costuma ser utilizada em ambientes formais (como escola, faculdade e trabalho) e documentos oficiais. A pronúncia das palavras também deve ser perfeita em relação à sua escrita e não há espaço para gírias.

Já a linguagem coloquial é aquela que costumamos utilizar em nosso dia a dia. Ela é a variante linguística popular, que tem forte relação com a cultura e estilo de uma sociedade. Neste caso, não nos preocupamos muito com as regras de português, visto que utilizamos a linguagem coloquial para a comunicação espontânea.

Exemplos de linguagem culta e coloquial

Para ficar mais claro, vamos dar exemplos de frases que podem ser construídas na linguagem culta e coloquial, para entendermos a diferença.

Linguagem culta Linguagem coloquial
Realizarei a prova do Enem no próximo final de semana. Vou fazer Enem no próximo fim de semana.
Estou cansado das atividades que realizei no dia de hoje. Tô cansado depois das coisas que fiz hoje.
Vamos ao supermercado realizar compras para o jantar? Vamos no super comprar as coisas pra janta.

Percebe como ambas as linguagens são compreensíveis e passam a mesma mensagem, apesar de serem diferentes? Ambas estão corretas. Entretanto, cada uma deve ser utilizada nas situações cabíveis.

Qual tipo de linguagem deve ser usada na redação do Enem

A redação é realizada no primeiro dia do Enem, junto às provas de Linguagens e Códigos e Ciências Humanas. Para ajudar a nos prepararmos para a prova, podemos estudar os assuntos que mais caem no Enem de cada matéria.

Na hora de escrever a redação do Enem, devemos utilizar a linguagem culta, pois, como dissemos acima, é este o padrão para ambientes formais, como a aplicação de uma prova.

Essa regra só não será aplicada caso seja apresentada explicitamente a possibilidade de utilizar linguagem coloquial no teste a ser realizado, seja na escola, na faculdade ou mesmo no Enem.

Além disso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que é o órgão do Ministério da Educação responsável por realizar o Enem, divulga quais são as competências avaliadas na redação. E uma delas é o uso da linguagem culta.

As 5 competências avaliadas na redação do Enem

A redação do Enem é uma das provas mais temidas entre os candidatos. Isso porque, dentre todas as disciplinas exigidas, a redação é a única avaliação descritiva.

Entretanto, a avaliação da redação é feita por critérios objetivos. Vamos listar os cinco critérios utilizados pela banca avaliadora para definir a nota da redação no Enem e ajudar você a se dar bem.

1. Domínio da escrita formal da língua portuguesa

O primeiro critério é a adequação da redação às regras de ortografia. A escrita formal pressupõe a aplicação da linguagem culta.

Isso significa que precisamos ter muita atenção à acentuação, ortografia, pontuação, emprego de letras maiúsculas e minúsculas, concordância verbal e nominal, emprego de crase e pronomes e separação de sílabas.

2. Compreender o tema e não fugir do que é proposto

A redação do Enem deve ser escrita a partir do tema proposto. Precisamos ler e interpretar um texto e a partir dele desenvolver nossas ideias, utilizando como ponto de partida o problema apresentado.

Neste ponto é importante delimitar a argumentação, seguindo a proposta do enunciado.

3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista

O texto exigido do candidato costuma ser dissertativo-argumentativo. Por isso, devemos apresentar de forma clara a ideia que estamos defendendo e os argumentos que sustentam nossa posição em relação ao tema proposto para a redação do Enem.

A redação deve ter coerência e ser baseada na realidade, ou seja, os argumentos apresentados precisam ser sólidos e reais.

4. Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação

Na hora de elaborar sua redação do Enem, o texto precisa ser unitário e coerente do início ao fim. Isso significa que cada frase e parágrafo do texto deve ter relação com o restante, garantindo uma sequência lógica para a redação.

Utilize preposições, locuções adverbiais, conjunções e advérbios para dar coesão ao texto e estabelecer relação entre as frases e parágrafos.

5. Respeito aos direitos humanos

Tão importante quanto ter um texto coeso e com português correto é manter-se em consonância com os direitos humanos.

Afinal, o Enem é também um teste de cidadania, que visa a compreender se estamos preparados para enfrentar o problema proposto sem ferir o direito de existência dos demais membros da sociedade.

Como evitar a linguagem coloquial no seu texto

Agora que você já sabe o que é linguagem culta e coloquial e qual deve ser utilizada na hora de escrever a sua redação do Enem, basta atentar-se às normas cultas do português para não errar. Observe seu texto e veja se ele está seguindo as regras da nossa língua. Releia seu texto antes de finalizá-lo e corrija ou modifique o que for necessário.

Se tivermos em mente as cinco competências acima listadas, fica fácil produzir um texto que siga os critérios avaliativos da redação do Enem. E esse é um grande passo para obter uma boa média no Enem e ingressar na faculdade.

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